
Taffarel - Futebol
De um lado Baggio, do outro Taffarel. Entre eles, a bola. Na platéia,
via satélite, metade da população do planeta! O
chute final da Copa do Mundo de 1994 foi o
lance de suspense máximo do maior espetáculo da terra.
O Brasil era o franco favorito e deveria ganhar essa copa com os gols
de Romário. No entanto as coisas se complicaram quando o jogo
final contra a Itália terminou em zero a zero.
Os trinta minutos de prorrogação também não
produziram um único gol para que Brasil ou Itália soltassem
o grito de vitória que tinham entalado na garganta e ainda deixaram
os jogadores exaustos, a ponto de quase não poderem mais correr
atrás da bola.
Naquele momento, a responsabilidade
pela conquista do tetra deixou os pés mágicos de Romário
e caiu nos braços de um homem que joga do lado oposto do campo,
o goleiro Taffarel.
- Conseguiria ele garantir para o Brasil aquilo que Romário,
o nosso herói maior, não conseguira? Bom, ninguém
melhor que o próprio Taffarel para contar o que passou por sua
cabeça na final da Copa de 1994:
- Na manhã daquele dia acordei
tranqüilo, confiante, firme em Deus. Parecia até que eu
ia jogar um amistoso e não uma final de Copa do Mundo contra
a Itália! Algo diferente estava acontecendo comigo. Fomos para
o estádio com uma enorme confiança.
Ao entrar no túnel que dá acesso ao gramado, percebi que
os jogadores da Itália estavam inseguros e cabisbaixos, enquanto
nosso time gritava: vamos lá, vamos ganhar!
Quando o jogo e a prorrogação
terminaram empatados e fomos para a disputa de pênaltis me lembrei
das palavras que havíamos estudado naquela semana: Nossa alma
espera no Senhor. Ele é o nosso auxílio e o nosso escudo
(a nossa defesa).
Nele o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu
santo nome. Seja sobre nós, Senhor, a tua infalível misericórdia
pois a nossa esperança está em ti. (Salmo 33:20 a 22)
Desde que convidei Jesus Cristo
para morar em meu coração, passei a contar com a força,
o amor e o poder de Deus nos momentos mais importantes de minha vida.
Nem tudo é um mar de rosas na vida do cristão e na minha
não foi diferente. Mas na hora do aperto, na hora da trairagem
de técnicos e dirigentes, na hora do frango e da vaia da torcida,
na hora em que perdi meu pai ou vi minha mulher entre a vida e a morte
na UTI de um hospital em Porto Alegre e na hora de pegar o pênalti
decisivo, é que percebi o quanto é importante não
estar só. Deus nunca me deixou na mão.
E não foi diferente na final da Copa de 1994:
No meio da disputa de pênaltis
dei um olhada no placar. Vi que estava 2x2 e pensei: É a minha
hora de fazer alguma coisa pela minha equipe e para o meu país.
- Senhor, me ajude a defender este pênalti ! - E Ele ouviu...
Quando Massaro chutou, creio que Deus me
empurrou para o canto esquerdo e eu pude fazer a defesa.
Aí o Dunga foi e fez o seu gol e ficou tudo no pé do Baggio
quando fomos para a cena final. Depois de 52 jogos, três milhões
de ingressos vendidos, quatro anos de preparação e um
mês de muita badalação na midia do mundo inteiro;
a decisão de tudo isso acabou
sobrando para duas pessoas: Baggio e eu...
Quando o ví com a cabeça baixa e os olhos fixos no chão,
percebi que ele estava inseguro e cresci bastante. Naquele momento tive
a certeza: - eu vou fazer a defesa ou ele vai chutar para fora... E
não deu outra.... Quando aquela bola passou voando alto por cima
do travessão a única coisa que me deu vontade de fazer
foi me ajoelhar e glorificar a Deus pois
sabia que a vitória estava vindo dEle e só Ele merecia
aquela glória.
Afinal de contas, nem Baggio fez o gol, nem eu fiz a defesa no lance
final da Copa de 1994. Disso eu aprendi que é muito bom confiar
em alguém que é infinitamente mais poderoso que nós.
Alguém que nos ama, nos entende, nos ampara e se importa com
cada detalhe de nossas vidas. O seu nome é Jesus, o único
caminho que leva a Deus. Ele é verdade em um mundo tão
cheio de mentiras. E acima de tudo Ele é a própria vida.
Se você também quer
encontrar o Caminho que leva a Deus e à vida eterna.
Leia João 14:2 a 6