TESTEMUNHO
DE DEDÉ SANTANA, EX- TRAPALHÕES
Meu nome é Manfried
Santana, nasci em Niterói e hoje está aqui , não
o Dedé Santana, mas o irmão Manfried Santana. Eu tinha
fama, dinheiro, carrões, mas, eu era uma pessoa triste, vazia
e sem alegria de viver. Quando eu dizia isso aos outros, ninguém
acreditava.
Um homem que fazia tantos
rirem era infeliz. Fui, então, a cartomantes, tive no kadercismo
e, finalmente, fui à macumba, um terreiro de macumba.
Chegando lá, eles derramaram
pipoca, mataram uma galinha preta e derramaram aquele sangue todo
em cima de mim; jogavam cachaça e farofa e eu saía
de lá do mesmo jeito.
E nada dava certo. Um dia
voltando de um show, ali em S. Luís do Maranhão, chegamos
no aeroporto atrasados pois fizemos três apresentações
naquele dia e passamos da hora.
E tivemos que pegar o vôo de 4 horas da manhã.
Já no avião,
percebi uma senhorita sentada próximo à porta de emergência
e havia uma luz sobre sua cabeça. Curioso cheguei perto e
vi que a luz de leitura do avião estava apagada! Não
conseguia passar de sua cadeira; parecia que um vidro me impedia.
Aí pedi para sentar
ao seu lado e ela me respondeu: Claro, eu estava lhe esperando.
Esperando por que ? - perguntei. Sim, lhe esperando, eu tenho um
recado de Jesus para você.- Um recado de Jesus pra mim?, a
senhorita deve estar enganada;
o meu vôo era de 11:45, e eu não vinha neste avião.
Ela respondeu:-Eu também
não, o meu vôo era de 8:45. Então perguntei,
muito curioso:
- O que Jesus manda me dizer? Ela, então, me disse: - Jesus
manda lhe dizer que ele te ama muito e que você esqueceu dele.
É verdade, eu fazia 2 filmes por ano, muito trabalho na televisão
e não tinha tempo para pensar em nada.
Eu só pensava em mulheres,
amantes, amigos e viagens para o exterior, mas não me lembrava
de Jesus. E, naquele momento, eu começava a sentir que aquele
vazio dentro de mim era a ausência de Jesus na minha vida.
Ela me deu um cartão que continha
um nome de um pastor de Taubaté, o pastor Roberto Moreira.
E eu não levei a sério
e continuei a minha vida, trabalhando, fazendo as mesmas coisas,
os mesmos desesperos, o mesmo vazio dentro de mim e, um dia, fiquei
doente, fui parar num hospital, no Rio de Janeiro. Eu estava muito
mal, eu sabia que estava muito mal.
Eu vi os médicos cochichando,
falando, meu filho preocupado e os exames se seguindo. Tiravam meu
sangue, tiravam chapas e, três dias depois, o médico
voltou a falar comigo dizendo que tinha uma visita para mim, mas,
que eu não deveria recebê-la,
devido o meu repouso. Perguntei quem era.
Ele me respondeu:- São
uns pastores de Taubaté. Quando ele falou isso, tudo voltou
na minha cabeça, a senhorita no avião, aí eu
disse: - Dr., eu assumo toda a responsabilidade; por favor deixe
eles entrarem. Eles entraram e oraram muito por mim.
E o pastor Roberto, o do cartão,
me disse: - Dedé, você não vai morrer, Jesus
tem uma missão para você cumprir em tua vida! Depois
da visita, meu filho, que é atleta de Cristo, ainda conversou
muito comigo e, no dia seguinte, os enfermeiros
me levaram na cadeira de rodas para fazer novos exames.
Eu estava muito mal: artérias
entupidas, pulmão congestionado, água na pleura. Os
enfermeiros começaram a telefonar, chamar os médicos
e comecei a me preocupar. Os médicos chegaram, olharam as
chapas e pediram que tirasse outras. Aí eu tirei outra chapa
e os médicos pensaram que havia algum defeito no aparelho.
Levaram-me para outra
sala para repetir os exames numa outra máquina.
O médico, muito admirado,
disse:- Não é possível, não tem nada.
A chapa não acusava nada! E o doutor, bastante alegre, me
mandou embora.
Fui para casa e continuei minha vida normal, gravando os Trapalhões.
Até que um dia fui
convidado para um trabalho da ADONEPE e, lá, estava alguém
cantando. Alguém que eu conhecia como o maluco dos Paralamas.
Ele era Mattos Nascimento que ia falando, e falando, e tudo o que
ele dizia vinha direto ao meu coração.
Ele ia falando e se aproximando
de mim. Quando chegou perto, gritou 'Glória a Deus'. Repeti
o Glória meio tímido. E ele disse: - Ouvi o teu glória,
Dedé. Não te envergonhes de dar glórias a Jesus.
O homem que não dá glória a Deus não
tem valor.
Olha, Dedé Santana,
você é poderoso, é famoso, é da Rede
Globo, viaja o mundo, o Brasil todo, mas eu te digo esta noite:
você sem Deus é um saco de lixo furado.
Em outra época, eu
teria brigado com ele. Mas, ele falava com tanta firmeza,
tanta firmeza, que ali resolvi aceitar o Senhor Jesus.
Eu vi que encontrar Jesus
não era tão complicado. Não era preciso matar
galinha, derramar cachaça, tomar banho de pipoca.
Desde aquele dia eu senti que não poderia mais viver sem
Jesus.
Hoje sou feliz. Antes eu era
o mais mal humorado dos Trapalhões, só vivia resmungando.
Hoje eu não tenho medo de nada. Eu poderia perder tudo o
que tenho.
Eu só não posso
perder o amor de Jesus Cristo e o amor de vocês, meus irmãos.
Paz do Senhor!
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