Sérginho
do São Caetano ( in memorian )
Para que eu pudesse tentar
conseguir uma carreira no futebol, foi muito complicado.
Meus pais não podiam me ajudar pois não tinham condições.
Eu tinha dificuldades para conseguir dinheiro para pegar ônibus
para treinar e muitas vezes eu treinava sem almoçar. Até
que, aos 15 anos cheguei a largar o futebol para trabalhar numa
marmoraria até os 19 anos. Era um serviço bem pesado,
só jogava futebol nos fins-de-semana.
Eu bebia desde os treze anos
de idade, cheguei a usar maconha e cocaína nesta época.
Mesmo meus pais sendo evangélicos eu não tinha um
pingo de juízo; curtia baladas e creio que Deus teve muita
misericórdia de mim, pois muitos de meus amigos
morreram por causa das baladas.
Certa vez, quando eu jogava
por um time de várzea um empresário resolveu levar
vinte jogadores para fazer teste num clube de Minas Gerais, e apenas
sete acabaram sendo escolhidos e eu estava entre eles. Foi um momento
muito interessante em minha vida pois, quando terminou o campeonato
que disputamos, o presidente do clube chamou todos os atletas em
sua sala e os dispensou, menos eu. Nessa época eu tinha 19
anos.
Comecei tarde mas graças a Deus me dei bem, até que
em 1994 me profissionalizei.
Um dia eu estava jogando,
e num lance, sofri uma contusão (uma pancada na cabeça)
que me fez ir parar num hospital. Minha esposa, que estava desviada
do caminho de Jesus, me convenceu a ir para a igreja. Então,
quando eu saí do hospital procurei uma igreja e acabei participando
de algumas reuniões de Atletas de Cristo.
Em 1998, vendo uma pregação, aceitei a Jesus. Minha
esposa voltou
para Jesus e as coisas começaram a acontecer em minha vida.
Estou convertido há
quase cinco anos e desde então tenho visto o trabalhar
de Deus em minha vida.
Em 2000, eu não vinha
jogando e estava na reserva. Estava numa fase complicada. Tive um
carro roubado e não tinha seguro, fiquei a pé por
um bom tempo. Eu e minha esposa
Helaine fomos para Minas Gerais e tínhamos um casamento para
participar.
Alugamos um carro e, na volta deste casamento, ela foi guardar o
carro na garagem. Enquanto eu entrava na casa, ela sem querer acelerou
e acabou me atropelando.
O carro bateu com força em minhas pernas e com isso eu caí,
com muita dor,
mas Graças a Deus, não houve nenhuma lesão
séria e não precisei fazer nenhuma operação.
Em seguida, embora tenha ficado
três meses sem jogar, consegui uma vaga no time
titular do São Caetano, e conseguimos chegar as finais da
Copa João Havellange.
Fiz gols e foi maravilhoso.
Creio que foi a mão
de Deus que esteve comigo no momento daquele acidente e
me livrou de ter de parar de jogar futebol.
Foi um aprendizado muito bom para mim e que me fez ser mais dependente
de Deus.
Quero dizer que o mesmo Deus
que me tirou do anonimato e me colocou numa posição
de destaque quer tirar cada pessoa da situação que
ela estiver, seja qual for e abençoá-la. Ela pode
estar num leito de hospital, numa cadeia ou onde for. Para isso,
basta pedir a Ele e se entregar de coração que Ele,
Jesus, pode mudar sua vida.
|