
Em Dezembro
de 2009, foi lançado o novo cd ao vivo do Pregador Luo,
denominado “Arvore de bons frutos”, que conta com
as participações especiais do Ministério
Trazendo a Arca, Chrigor, Viviane Carvalho e Rogério Sarralheiro.
O álbum, mais uma vez, é lançado pela gravadora
7 taças.
O nome 7
Taças foi extraído da Bíblia, mais precisamente
do capítulo 16, do livro de Apocalipse, e foi escolhido
por estar diretamente ligado com o contexto bíblico, o
qual também sugeriu o nome do grupo de rap paulistano Apocalipse
16. Esse nome foi escolhido para representar a ira de Deus, e
seu descontentamento para com a raça humana, devido a grande
proliferação do pecado e do comportamento pagão
que adquiriu - leia apc cap.16.
Fundada em
1998, a 7T foi a primeira gravadora de hip hop gospel do país,
tendo como seu primeiro lançamento o álbum “Arrependa-se”,
do Apocalipse 16 (1998). Na seqüência vieram os álbuns
“2ª Vinda - A Cura” (2000); “Antigas Idéias
Novos Adeptos” (2001); “RevoLUOção”,
álbum solo duplo do Pregador Luo (2003); “D’Alma”
(2005); “Coletânea Comemorativa Apocalipse 16 –
10 Anos”; “Apocalipse 16 e Templo Soul” (2006);
CD e DVD “Apocalipse 16 – Ao Vivo” (2006); CD
“Pregador Luo apresenta 7T - SP” (2007); CD “Música
de Guerra – 1ª Missão” (2008).
Árvore
de bons frutos é um título que faz menção
ao texto de Mateus 7:17. O repertório é composto
por 14 músicas (doze regravações e duas inéditas),
executadas ao vivo e divididas em dois blocos. As oito primeiras
registram a performance de Luo com banda ao vivo e as seis últimas
mostram seu desempenho no palco com auxílio de um DJ.
Na ficha
técnica temos as ausências de Roberto Mc e Júlio
de Castro. A novidade é nome de André Mota, com
quem Luo divide os vocais em quase todos os louvores.
O repertório
inicia com uma pequena intro executada em Mi menor que emenda
com Vou colher sorrindo que é a primeira das duas canções
inéditas e versa sobre perseverança. Muito boa,
tanto a rítmica, quanto a letra.
Alívio
traz a participação de Chrigor, ex-vocalista da
banda de pagode Exaltasamba, reforçando o vocal. A canção
é um clamor pela intervenção divina e também
um agradecimento antecipado a Deus, firmado na expectativa de
que Ele sempre nos ampara. A versão de estúdio pode
ser conferida no segundo disco do Apocalipse XVI, denominado “2º
Vinda – A cura, lançado em 2000. Apesar do tempo
a letra continua atualíssima.
No original,
gravado no álbum “D`alma”, o louvor Amor incondicional
tinha a participação do FLG. Aqui a parte melódica
é interpretada por André Mota. É uma canção
de agradecimento pela obra redentora de Cristo na cruz e pela
nossa justificação através do seu sangue
derramado.
A segunda
entre as inéditas é Aproveite a festa que possui
uma batida regaeton e uma letra que versa sobre baladas.
Dando seqüência
a pegada regaeton, entoamos Fogo cai, que foi o hino mais “pentecostal”
encontrado no repertório do disco gravado em parceria com
a banda Templo Soul. Destaque para a participação
de Rogério Sarralheiro
Outra faixa do cd citado acima é Último Dia, que
versa sobre a questão da idolatria e amor ao dinheiro (raiz
de todos os males) e sobre a ganância pela riqueza, responsáveis
pela exploração aos menos favorecidos, corrupção,
mortes, enquanto as autoridades fingem que está tudo bem
baseados em suas das “estatísticas”. É
uma das melhores músicas da dupla Luo/Sarralheiro e pode
ser encontrada também no dvd do APC 16 e no dvd do TS.
Davi Sacer e Luiz Arcanjo representam o Trazendo a Arca na canção
Já posso suportar, hino que já entrou na extensa
relação de hits dos dois ministérios. O louvor
versa sobre segurança na proteção e provisão
divinas.
Bons Tempos
foi o carro-chefe do premiadíssimo álbum “D´alma”.
A música versa sobre situações de nosso cotidiano
que nos trazem um sentimento de prazer e satisfação,
e nos faz lembrar e valorizar a provisão de Deus (Salmo
87:7b), fonte desses momentos que às vezes passam tão
despercebidos por causa de nossa correria do dia a dia. “Os
tempos bons são presentes de Deus; Maravilha é andar
e poder respirar; Seu filho se formar, sua filha se casar; Pisar
na areia e entrar no mar”. É uma das que teve a pegada
mais modifica em relação ao original, trazendo uma
sonoridade mais Black music.
Em 2004,
o pregador lançou seu primeiro trabalho solo, um álbum
duplo com os títulos “Arquitetura da RevoLuoção”
e “Nova Ordem”. Relembrando esta fase e abrindo o
bloco “Ao vivo – performance Dj”, temos EvoLuoção
que afirma que a verdadeira evolução esta em Jesus
Cristo habitando em nós, de forma clara e definida, apesar
de inexplicada. É a faixa mais “rock” do cd.
A faixa 13
traz a intensiva e empolgante Bate pesadão. Mantendo a
pressão lá em cima o rapper expande suas cordas
vocais com as rimas em Música de guerra que vem recheada
de distorção, deixando o tema com uma sonoridade
bem pesada.
Os temas
abordados nos trabalhos de Luo variam entre conteúdos hoje
pouco valorizados na música brasileira, como por exemplo,
o respeito às mulheres, ou a valorização
da raça e da cultura afro e latino-americano. Vai explodir,
por exemplo, faz uma avaliação do atual momento
social e espiritual de grandes cidades, como São Paulo
e Rio de Janeiro. As mazelas de nossas metrópoles são
relatadas em cima dos clichês do funk carioca, estilo que
ainda não tinha sido explorada pelo ele. A letra é
um caso a parte.
Eu te amo
tanto é um rap romântico cantado pelo rapper auxiliado
pela bela voz de Viviane Carvalho. A canção traz
pitadas de música latina nos arranjos de base.
Fechando
o repertório temos Muita treta que é alusivo ao
“lado negativo” jeitinho brasileiro. Se é que
o jeitinho brasileiro tem um lado positivo. A música tem
um arranjo denso e marcante e uma letra confrontante e reflexiva.
Sonzeira!
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