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Efeito Estufa


O Efeito de Estufa é a forma que a Terra tem para manter constante a temperatura propícia à vida que herdou.

Mesmo sendo a atmosfera altamente transparente perante a luz solar cerca de 35% da radiação que recebemos vai ser reflectida de novo para o espaço, ficando os outros 65% retidos na Terra.

Isto deve-se principalmente ao efeito sobre os raios infravermelhos de gases como o Dióxido de Carbono, Metano, Óxidos de Azoto e Ozono presentes na atmosfera (totalizando menos de 1% desta), que vão reter esta radiação na Terra, permitindo-nos assistir ao efeito calorífico dos mesmos.

A concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem vindo a aumentar 0,4% anualmente devido, maioritariamente, à utilização de petróleo, gás e carvão e à destruição das florestas tropicais.


A concentração de outros gases que contribuem para o Efeito de Estufa, tais como o metano e os clorofluorcarbonetos, têm vindo a aumentar ainda mais rapidamente.

O efeito conjunto de tais aumentos pode vir a causar um aumento da temperatura global (Aquecimento Global) estimado entre 2 e 6 ºC nos próximos 100 anos.


Um aquecimento desta ordem de grandeza não só irá alterar os climas a nível mundial como também irá aumentar o nível médio das águas do mar em, pelo menos, 30 cm, o que poderá interferir na vida de milhões de pessoas habitando as áreas costeiras mais baixas.

Se a terra não fosse coberta por um manto de ar, a atmosfera, seria demasiado fria para a vida que alimenta.

As condições seriam demasiado hostis à vida, que tão frágil é; bastava uma pequena diferença nas condições iniciais da sua formação, para que nós não pudessemos estar aqui discutindo-a.


Já desde épocas pré-históricas que o dióxido de carbono tem tido um papel determinante na regulação da temperatura global do planeta.

Com o aumento da utilização de combustíveis fósseis (Carvão, Petróleo e Gás Natural) a concentração de dióxido de carbono na atmosfera duplicou nos últimos cem anos.

A este ritmo e com o abatimento massivo de florestas que se tem praticado (é nas plantas que o dióxido de carbono, através da fotossíntese, forma oxigénio e carbono, que é utilizado pela própria planta) o dióxido de carbono começará a proliferar levando, muito certamente, a um aumento da temperatura global, o que, mesmo tratando-se de escassos graus, levaria ao degelo das calotes polares e a grandes alterações ao nível topográfico e ecológico do planeta.

O Efeito de Estufa e o Aquecimento Global

O aquecimento global é o aumento da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e tem vindo a preocupar a comunidade científica cada vez mais. Pensa-se que é devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos a nível industrial, que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito de Estufa, tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.

Já há muitas décadas que se sabe da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do Efeito de Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que continuou a produzir enormes quantidades deste e outros gases de Efeito de Estufa.

A questão que se põe é se os elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm vindo a medir desde o passado século, e estão com tendência para aumentar, podem vir a provocar um aumento na temperatura terrestres suficiente para trazer consequências graves à escala global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.

Na realidade desde 1850 temos vindo a assistir a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm vindo a ocorrer naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por vezes, mais bruscamente, em décadas.

Estes fenómenos naturais bastante complexos e imprevísiveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que a Terra tem vindo a sofrer, mas também é possível (e talvez mais provável) que estas mudanças estejam a ser provocadas pelo aumento do Efeito de Estufa devido à actividade humana.

Para se poder compreender plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta foi necessário fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados.

Não é motivo de preocupação o clima aquecer durante o Verão porque se está a passar exactamente o contrário no hemisfério oposto, mantendo a temperatura global em equilibrio.

Da mesma forma também não é motivo de preocupação um Verão mais quente do que o anterior porque provavelmente o Verão seguinte será novamente mais fresco. As causas destas flutuações naturais são imensas: desde erupções vulcânicas que provocam variações locais até a variações à escala global causadas por fenómenos regulares como o "El Niño" (um aquecimento que se verifica nas águas do Pacífico todos os 3 a 5 anos afectando o clima de todo o mundo temporariamente).

As idades do gelo que têm vindo a dominar o planeta desde há dois milhões de anos, durando dezenas de milhares de anos, terão sido devidas a alterações significativas nas calotes polares levadas a cabo por flutuações na intensidade da radiação solar e variações na distância entre a Terra e o Sol.

Contundo durante os períodos interglaciais sempre se deram algumas mudanças climáticas menos abruptas, mas significativas, causadas provavelmente por rápidas mudanças na circulação oceânica.

Mas no período interglacial que estamos a atravessar não se têm verificado quaisquer oscilações como as indiciadas para períodos interglaciais anteriores, tendo este período de estabilidade funcionando como uma "janela" que permitiu o florescimento da civilização humana.

Na realidade as oscilações anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sindo invulgarmente frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades do gelo), o clima pode estar ainda a recuperar dessa variação.

Desta forma os cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de alguma forma relacionado com um aumento do Efeito de Estufa, mas, no caso dos seus modelos para o próximo século estarem correctos, os motivos para preocupação serão muitos.

Segundo as medições da temperatura para épocas anteriores a 1860 (desde quando se tem vindo a fazer o registro das temperaturas registradas em várias áreas de globo), que puderam ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da civilização humana na Terra.

Torna-se assim quase certo que o aumento da temperatura que estamos a enfrentar é causado pelo Homem e não se trata de um fenômeno natural.

No caso de não se tomarem medidas drásticas de forma a controlar a emissão de gases de Efeito de Estufa é quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que continuará indefinidamente e cujos efeitos serão piores do que quaisquer efeitos de provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.

A criação de legislação mais apropriada sobre a emissão dos gases de Efeito de Estufa é de certa forma impedida por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.

A acrescentar a esta complexidade temos ainda a impossibilidade de comparar diretamente este aquecimento global com passadas mudanças de clima devido à velocidade com que tudo está a acontecer.

As analogias mais próximas que se podem estabelecer são com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros.

O que existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa por todo o planeta tanto a nível da fauna como da flora.

Esta analogia vem reforçar os modelos estabelecidos em que se prevê que tanto os eco-sistema naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser fortemente pressionados e postos em perigo.

A eminência de uma mudança tão drástica como a alteração da temperatura global do planeta trás consigo perigos que deviam estar a preocupar muito mais os governos em fazer diminuir as taxas de emissão dos gases de Efeito de Estufa para a atmosfera, pelo menos ao nível das atividades industriais e nos automóveis particulares, encarando o problema com o nível de seriedade que este merece.

Poluentes Atmosféricos

Qualquer contaminação do ar por meio de desperdícios gasosos, líquidos, sólidos, ou por quaisquer outros produtos que podem vir (directa ou indirectamente) a ameaçar a saúde humana, animal ou vegetal, ou atacar materiais, reduzir a visibilidade ou produzir odores indesejáveis pode ser considerada poluição atmosférica.

Entre os poluentes do ar oriundos de fontes naturais, o Radão (Rn) - gás radioactivo, é o único altamente prejudicial à saúde humana.

O Radão é originado pela degradação do Urânio e quando se liberta torna-se perigoso para os organismos vivos.

Um dos perigos comuns deste gás é a sua acumulação em caves de casas situadas sobre certos tipos de rochas que em reacção com o Urânio vêm a libertar o Radão, é por isso que este está presente em quase 20% das casas americanas em concentrações perigosas ao ponto de poder causar cancro pulmonar.

Os países industrializados são os maiores produtores de poluentes, enviando anualmente biliões de toneladas para a atmosfera.

A tabela que se segue dá-nos conhecimento dos principais poluentes do ar e os seus efeitos; o seu nível de concentração no ar é dado pelo número de microgramas de poluente por m3 de ar, ou, no caso do gases, em termos de partes por milhão (ppm), o que expressa o número de moléculas do poluente por um milhão de moléculas constituintes do ar.

Muitos dos poluentes são originados por fontes directamente identificáveis como por exemplo o Dióxido de Enxofre que tem como origem as centrais termoeléctricas a carvão ou petróleo.

Noutros casos em que a origem é bem mais remota os poluentes formam-se a partir da acção da luz solar sobre materiais bastante reactivos.

Para este caso temos o exemplo do Ozono que é um poluente muito perigoso quando constituinte do chamado ''smog''.

O Ozono é produto das interacções entre Hidrocarbonetos e Óxidos de Azoto quando sob a influência da luz solar. Mas mesmo sem conseguir identificar objectivamente a sua origem sabe-se que o Ozono tem sido causa de grandes danos sobre campos de cultivo.

Por outro lado as descobertas, na década de 80, de poluentes, tais como os Clorofluorcarbonetos, que estão a causar perdas na camada de Ozono (onde este é mais do que benéfico) que protege a Terra, vieram a despopularizar o uso de produtos contendo CFCs e é alvo de grandes campanhas na actualidade cujos resultados bastante positivos estão à vista.

Apesar de tudo não se sabe se as acções tomadas de forma a preservar a camada de Ozono foram ainda a tempo de evitar um desastre.

A poluição, quando concentrada, acaba por se diluir ao misturar-se com a atmosfera; o grau de diluição é algo que depende, para além da própria natureza do poluente, de um grande número de factores (temperatura, velocidade do vento, movimento dos sistemas de alta e de baixas pressões e a sua interacção com a topografia local - montes, vales).

Apesar de na Troposfera (camada atmosférica mais superficial) a temperatura ter tendência a diminui com a altitude, o caso da inversão térmica contraria tal tendência.

A Inversão Térmica

A inversão térmica dá-se quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma mais fria à superfície terrestre, logo o ritmo a que a poluição se mistura com o ar é retardado e a poluição acumula-se próximo do chão.

O fenómeno da inversão térmica pode-se manter activo enquando sob o efeito de altas pressões desde que os ventos tenham velocidades baixas.

Após períodos de apenas 3 dias de um fraco ritmo de mistura da poluição atmosférica a acumulação de tais produtos no ar respirado pelos seres vivos pode, em casos extremos, levá-los à morte.

Uma inversão sobre Donora no estado da Pensilvânia nos EUA, no ano de 1948, causou doenças respiratórias em 6000 pessoas e levou à morte de 20.

Grandes acumulações de poluição sobre Londres levaram à morte de 3500-4000 pessoas em 1952 e outras 700 em 1962. Foi devido à libertação de Isocianato Metílico no ar durante uma inversão térmica, que se deu o acedente de Bhopal, na Índia, em Dezembro de 1984, um grande desastre, que causou, pelo menos, 3300 mortes e mais de 20000 doentes.

Os efeitos da exposição a baixas concentrações de poluição ainda não estão bem estudados; contudo, os que mais risco correm são os mais novos e os mais velhos, os fumadores, os trabalhadores expostos a materiais tóxicos e pessoas com problemas cardíacos e respiratórios. Outros efeitos nocivos da poluição atmosférica são os potenciais danos na fauna e na flora.

Normalmente os primeiros efeitos perceptíveis da poluição são estéticos e podem não ser, necessariamente, perigosos. Estes incluem a redução da visibilidade devido a pequenas partículas em suspensão no ar ou maus cheiros, como o cheiro a ovos podres causado pelo ácido sulfídrico emanado por fábricas de celuloses.

A combustão do carvão, petróleo e derivados é culpada pela grande parte dos poluentes em suspensão no ar: 80% do Dióxido de Enxofre, 50% do Dióxido de Azoto e ainda de 30% a 40% das partículas emitidas para a atmosfera nos E.U.A. são produzidos em centrais termoeléctricas que fazem uso de combustíveis fósseis, caldeiras industriais e fornalhas domésticas.

80% do Monóxido de Carbono e 40% dos Óxidos de Azoto e Hidrocarbonetos são oriundos da combustão da gasolina e dos combustíveis diesel em carros e camiões.

Outras grandes fontes de poluição incluem siderurgias, incineradoras municipais, refinarias de petróleo, fábricas de cimento e fábricas de ácido nítrico e sulfúrico.


Um nevoeiro derivado da poluição, chamado de smog, cerca o monumento ao Anjo na Cidade do México, no México, durante uma inversão térmica.

A poluição aumenta drásticamente enquanto uma massa de ar frio está presa sob uma massa de ar mais quente, este estado matêm-se enquanto a ausência de vento impeça que a poluição próximo do chão se escape.

Poluição causada por Automóveis

Os fumos emanados pelos escapes dos automóveis podem ser causadores de efeitos adversos nos animais e nas plantas por alteração da natureza química da atmosfera.

As emissões de Dióxido de Carbono e de Hidrocarbonetos, dois dos mais importantes componentes dos gases de escape dos automóveis, contribuem significativamente para o aquecimento global.

Elevadas concentrações destes gases impedem a luz solar de sair da atmosfera reflectindo-a, o que vai levar a um gradual aumento da temperatura atmosférica.


Os potenciais poluentes podem estar presentes entre os materiais que tomam parte numa combustão ou reação química (como o chumbo na gasolina), ou podem ser produzidos como resultado da reação.

O Monóxido de Carbono, é, por exemplo, produto típico dos motores de combustão interna.

Os métodos para controlar a poluição têm que englobar assim a remoção do material nocivo antes da sua utilização, a remoção do poluente depois da sua formação, ou a alteração do processo de forma a que o poluente não se forme, ou a que se libertem baixíssimas quantidades deste.

Os poluentes oriundos dos automóveis podem ser controlados pela combustão da gasolina da forma mais eficiente possível, pela reposição em circulação de gases oriundos do tanque de combustível, do carburador, e do cárter, e pela transformação dos gases de escape em substâncias inofensivas por meio de catalisadores.

As partículas emitidas pelas industrias podem ser encurraladas em ciclones, precipitações eletrostáticas, e em filtros.

Os gases poluentes podem ser capturados em líquidos ou sólidos ou incinerados de forma a obter substâncias inofensivas.


Chaminés Industriais


As emissões industriais de gases como o Dióxido de Carbono, Dióxido de Enxofre e outro tipo de contaminações contribuem largamente para a poluição atmosférica ao nível mundial.

O Dióxido de Carbono contribui significativamente para o aquecimento global, enquanto o Dióxido de Enxofre é a maior causa da chuva ácida na zona noroeste dos Estados Unidos, no sudeste canadiano e na zona ocidental da Europa.

As altas chaminés usadas pela indústria não removem os poluentes, simplesmente expelem-nos um pouco mais alto para a atmosfera, logo reduzindo a sua concentração no local, ao nível do solo.

Estes poluentes dissipados podem assim ser transportados para zonas longínquas e produzir efeitos adversos em áreas distantes da zona de emissão.

As emissões de Dióxido de Enxofre e Óxidos de Azoto nos E.U.A. centrais e orientais estão a causar chuvas ácidas no estado de Nova Iorque, Nova Inglaterra e na parte oriental do Canadá.

Os níveis de pH de vários lagos de água fresca na região foram alterados dramaticamente por esta chuva que acabaram por destruir cardumes inteiros de peixes.

Efeitos idênticos foram também observados na Europa.

As emissões de Óxido de Enxofre e subsequente formação de ácido sulfúrico podem também ser responsáveis por ataques em mármores e pedras de calcárias a longas distância da sua origem.

O aumento a nível mundial de combustão de carvão e petróleo desde os finais dos anos 40 levou a uma crescente concentração de Dióxido de Carbono na atmosfera. Se tal continuar o resultante aumento do Efeito de Estufa permitiria à radiação solar penetrar na atmosfera mas diminuiria as consequentes emissões de radiação terrestre - os raios infravermelhos, deixando-os encurralados na atmosfera poderia, provavelmente, levar ao aumento da temperatura global do planeta que iria afectar o clima ao nível global e levaria ao degelo das calotes polares.

Muito possivelmente um aumento da nebulosidade ou a absorção do Dióxido de Carbono excessivo pelos oceanos impediria um aumento do Efeito de Estufa até ao ponto de derreter as calotes polares.

Contudo, várias pesquisas levadas a cabo durante os anos 80 comprovaram que o Efeito de Estufa está realmente a aumentar e que todos os países deviam imediatamente adoptar medidas a nível mundial para lutar contra este aumento.

O Efeito de Estufa em Vênus


Vênus é como que um planeta irmão da Terra, a sua massa e diâmetro aproximam-se bastante dos terrestres.

Apesar disto as condições na superfície e a sua composição atmosférica são radicalmente diferentes.

A atmosfera venusiana é altamente complexa e perigosa. A sua camada superior provoca chuvas de ácido sulfúrico mais forte que o ácido das baterias dos automóveis.

Ventos de grande altitude rodam em volta do planeta cada 4 dias atingindo velocidades superiores às manifestas num tornado de força máxima.

Isto enquanto que o planeta leva 255 dias a completar uma rotação em torno de si próprio, evidenciando a força dos ventos, mas apesar de tudo uma grande ordem visto o período quase perfeito de 4 dias.

Até mesmo os lentos ventos da superfície exercem uma força equivalente à de um rio corrente sobre o solo venusiana devido à atmosfera venusiana ser 90 vezes mais densa que a da terrestre.

Com efeito é tão densa ao ponto de refletir a luz de tal forma que o horizonte deformar-se em direção ao céu.



Sendo composta, quase na totalidade, por dióxido de carbono, a atmosfera venusiana é responsável por um elevado Efeito de Estufa.

As suas temperaturas, que na superfícies são da ordem dos 462 ºC, são superiores às de um forno enquanto as pressões são equivalentes às encontradas num submarino submergido a 1 km de profundidade (90 vezes superior à terrestre).

O estudo da atmosfera venusiana pode ser bastante importante para um melhor conhecimento dos processos na atmosfera terrestre e num conhecimento mais aprofundado do Efeito de Estufa.

Já se conseguiram tirar resultados bastante positivos no estudo dos efeitos da destruição da camada de Ozônio terrestre a partir do estudo do "motor" químico que alimenta as nuvens venusianas.

A quantidade de CO2 descoberta em Vênus é aproximadamente a mesma que a existente na Terra.

A diferença reside no fator de o CO2 terrestre estar majoritariamente armazenado nas suas rochas e na água, apesar de a atividade humana ter vindo a contribuir cada vez mais para o aumento da quantidade deste gás na atmosfera.

Em Vênus este foi totalmente liberto para a atmosfera, o que segundo alguns astrônomos aconteceu devido à maior proximidade do Sol que impediu o CO2 de se fixar em quaisquer rochas.

Esta grande quantidade de CO2 na atmosfera de Vênus iniciou um ciclo de aquecimento que cada vez foi retendo mais calor na atmosfera de Vênus tornando-o no Vênus quente, hostil e sem vida que conhecemos.

Em todo o lado os relâmpagos caem com tanta freqüência que até o lado escuro de Vênus brilha com uma luz pálida e fantasmagórica.

Os trovões soam num constante rugido que é transportado por distância incríveis numa atmosfera tão densa. No entanto, no meio de tanta confusão, existe uma ordem complexa.

As correntes atmosféricas alinham-se em camadas de nuvens altamente elaboradas.

Em certas áreas do equador Veneziano os ventos divergem e formam um “Y” imenso, que se espalha pelo planeta inteiro.

As camadas atmosféricas, com uma cor amarela devido ao ácido sulfúrico, são alimentadas pelo imenso calor solar.

No entanto, muito estranhamente, estas nuvens refletem muito mais luz solar que as terrestres, mas, mesmo assim, a atmosfera venusiana é um meio hostil e, muito certamente, desafiará os primeiros passos dos homem sobre o planeta vizinho.