.:Amplificadores
 
 
Provavelmente muitos músicos sabem cuidar muito bem de suas guitarras, contrabaixos ou teclados, mas quando falamos de amplificadores, o que ocorre é que em vez de uma postura preventiva, a maioria resolve adotar a postura corretiva, ou seja, só se preocupa quando o ampli quebra ou quando o som começa a ficar estranho.

Pois é, os amplificadores também necessitam de cuidados, manutenção permanente e também temos muitos critérios para a escolha do ampli ideal.



Basicamente temos 3 tipos básicos:
 

Combos: quando temos o cabeçote(onde fica o painel com os controles) e falantes no mesmo gabinete, ou seja, tudo no mesmo sistema ou na mesma caixa.

Em geral são de pequeno e médio porte, ideal para estudo e lugares não muito grandes.

A timbragem em geral é aguda e carece de graves e médios. Bons exemplos como os Fender Twin Reverb, Fender Vibrolux, Vox AC-30, Matchless, Naylor, Roland JC e outros.

Stack: aqui temos o cabeçote e a caixa(c/falantes) separados, é necessário um cabo de conexão entre ambos, são em geral de médio e grande porte, transporte difícil e a timbragem é de peso, ou seja, graves encorpados, médios acentuados, sem aquele brilho definido.

Alguns exemplos: Marshall JCM 800, Mesa Boogie Dual Rectifier, Peavy 5150, Soldano SLO series, entre outros.


Rack System: aqui encontramos o que seria o cabeçote separado em módulos de pré-amplificação e potência(Power), mais a caixa também separada. As possibilidades de timbragem e programação(MIDI) são algumas vantagens, mas a estrutura básica é semelhante aos Stacks.

Alguns exemplos: Power: Mesa Boogie Strategy ,VHT 2150, Marshall 9200, etc…
Pré-ampli: ADA MP-1, Marshall JMP-1, Mesa Boogie Triaxis, etc…

Quando falamos de critérios, a escolha de um amplificador se baseia no estilo, nas timbragens desejadas, rendimento e principalmente o custo.

O estilo pode muito bem definir o tipo ideal de amplificação, um combo médio é o preferido entre os Bluseiros, ou um Stack reedição de um modelo vintage também, já para quem é peso pesado nada como um Stack Marshall JCM 900 ou 2000, Soldano SLO ou um Peavy 5150, se for em termos de Racks, um set de VHT 2150 e um pré JMP-1 pode ser a alegria de muitos.

Se for um ampli para estudar no seu quarto, não adianta ter um trambolho e deixá-lo quase sempre com o volume no 1 ou 2, isso se chama rendimento ruim, ou seja, o ampli não terá um rendimento condizente com sua potência e tamanho.

Para os Jazzistas um amplificador de timbragem limpa é essencial, diga-se para tecladistas e sopristas também, um Roland série JC(Jazz Chorus) é muito aconselhável e um Polytone é o sonho dos Jazzistas.

Quando ao tipo de amplificador, temos os valvulados e transistorizados de maneira geral. Podemos afirmar que os valvulados tem uma sonoridade mais ''macia'', natural e esse referencial é o que foi trazido por muitos músicos consagrados do passado.

O valvulado é mais lento e é necessário estar com as válvulas quentes para o som estar ''quente'' também.

As válvulas funcionam de maneira a deixar o som sem rodeios, as nuances de graves, médios e agudos são mais abrangentes e sutis, os caminhos são curtos, e com a versatilidade da manipulação do próprio amplificador, manipulação essa que pode ser feita por um técnico.

Já os transistorizados trabalham com simulação, são mais rápidos, mas é gerada muita corrente de tensão sobre as frequências sonoras, deteriorando a informação sonora no final, ou seja, o amplificador timbra mais ''duro'' e não possibilita a manipulação timbrística, o projeto já vem pronto e caracterizado pela marca.

Quanto aos amplificadores digitais, trabalham com circuitos de processamento(chips) que simulam efeitos e timbres, temos circuitos que transformam o sinal analógico em digital e vice-versa, e trabalham com memória de informação de dados.

Outros trabalham com memória de sampler que simulam inclusive perfeitamente timbres de vários amplificadores.