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luthieria a caminho do novo milênio - Parte 1 |
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O termo luthieria
se refere à arte da construção e da manutenção
de instrumentos musicais. A palavra é de origem francesa. Da Europa
Ocidental passando pela Oriental e difundindo-se pelo mundo, sua evolução
é sincrônica com a própria história da Música.
A luthieria hoje é sinônimo de necessidade real de músicos, técnicos e apreciadores de música e instrumentos musicais. Nos Estados Unidos, a quantidade de artesãos e instrumentos feitos à mão é absolutamente grande e abrangente, muito em função da qualidade do mercado e da |
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| tradição na cultura musical do país. Respira-se música e a disponibilidade de equipamentos beira a perfeição. O ''vintage'' - adjetivo dado ao
instrumento considerado ''clássico'', pela história que
carrega - convive harmonicamente com o ''high-tech'', numa reciclagem
espantosa. Nele, novas tecnologias somam-se
a velhos truques e a luthieria dá o golpe de misericórdia.
Na Europa, a tradição dos instrumentos acústicos de orquestra mostra toda a verdadeira arte da construção, da habilidade manual, das sonoridades conseguidas e da força das pequenas oficinas e ateliês. O mercado é uma fusão
de influências e a cena musical é tão rica em informações
técnicas que artesãos e músicos deitam e rolam…
A terra do sol nascente é o ''high-tech'' em sua plena concepção e, atualmente, o paraíso dos instrumentos ''vintages''. Assim como na cena urbana, onde o novo está sempre convivendo em paz com o antigo, o Japão mostra a santa paciência dos artesãos e a sabedoria do toque sutil com detalhes que só eles sabem fazer. Toques que fazem e consertam instrumentos
em um mercado musical acirrado e que, mesmo com personalidade reservada,
mostra sua cara ao mundo com criatividade e força de influência.
Para o novo milênio - que só começa em 2001, mas que já nos mostra sua cara - a luthieria indica que os músicos não querem somente a sonhada técnica e o feeling para tocar. Querem o mínimo necessário
para poderem exercer a luthieria ocasional, mas vital, como os músicos
japoneses, aliás os melhor capacitados para tal. Não há exemplo melhor
do que os home-estúdios, que terminam com o monopólio dos
estúdios profissionais. No mesmo sentido, o MP3 rompe com o monopólio
da veiculação. A procura ilimitada pelo timbre ideal e pelo instrumento perfeito continua. Porém, menos árdua, mais fácil. |
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